domingo, 17 de dezembro de 2006
Misterioso palácio, eu digo...
Não sei o que me trouxe a estes portais, mas me encantei com o deslumbramento de luxo, de seu requinte, de sua extravagância oriental. Semelha algo como um templo, ou um bordel... e da esdrúxula maneira que estes podem ser semelhantes. Ainda há pouco uma jovem encantadora me conduziu a uma mesa, em salão algo sombrio, ainda que elegante. Acomodado, contemplei o inacreditável cardápio, e enfim pedi: sopa de tartaruga de Nanquim, um púcaro com absinto e uma jovem recoberta apenas por iguarias do Oriente distante. Em segundos, tudo pareceu desaparecer, mas logo um formoso senhor reapareceu para me atender. Pedi, deslumbrado, sopa de tartaruga de Macau, lagostas aferventadas ainda vivas, e sobriamente recobertas por ervas e vinho, e o mesmo púcaro de absinto. E também a jovem, mas apenas como uma dócil e servil companhia. Aguardo. Que curioso lugar, eu digo!
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